quarta-feira, janeiro 29, 2014

As pessoas e as cores


As pessoas e as cores

As cores são como as pessoas
Alguns momentos elas nos encantam e em outros nos desencantam
Nos trás alegria e tristeza
Prazer e dor
O amor com o vermelho
A dor com o preto
O prazer com o amarelo
A paz com o branco e tons rosáceos
E a sabedoria com tons azuis

Tem-se as pessoas que surgem em nossa vida para ser o vermelho de nossa poesia
O amor de nossas palavras, as pausas na respiração de nossa vida,
Os instantes de ansiedade em plenas três horas da tarde
 quando se recebe um telefonema de palavras meigas e
 com promessas de um futuro bom.

Tem-se as pessoas que surgem para nos trazer dor, mas toda dor também ensina.
Qual é mesmo a cor que surge quando misturamos a cor preta com o azul*
Prontamente essa dor faz surgir lagrimas e
quando choramos conhecemos a paz.
E assim a cor preta se transforma rapidamente em branco, de um alivio,
misturado com o desejo de dias melhores e de uma paz do futuro bom


Tem-se as pessoas que surgem em nossas vidas para nos trazer prazer,
elas surgem do nada, partem do nada.
Algumas duram apenas uma noite, outras,
 um mês, outras um ano...
 mas um dia elas cumprem o seu proposito, o de partir.
Transforma a nossa lua em Sol,
completa as cores da felicidade,
Nos elevam a auto-estima, nos tira sorrisos bobos,
 nos dão instantes de olhares bobos
E fazem as palavras se tornarem encantadoras
 e tão gostosas de se ouvir e falar.

Tem-se as pessoas que surgem para nos trazer a paz,
elas misturam o branco com os tons rosáceos.
No faz sentir perfumes de rosas,
nos trás em nossa mente palavras de tranquilidade.

Transmutam nossos piores pecados em aprendizagens,
com seus conselhos nos ensinam que erros se transforam em experiências de vida.
 Como gurus nos guiam, em alguns momentos seus conselhos são árduos
mas algum tempo depois constatamos que seus conselhos
são sábios e que a felicidade deve ser construída em alicerces sólidos.
Mas qual é mesmo a cor da felicidade?

E o azul? ah, o azul é a junção de todas as pessoas misturada
com todas as sensações das cores, misturada com os anos de vidas
 cheios de erros e acertos, amores e desamores,
 prazeres e sonhos construídos em alicerce sólidos,

 são as curas das enfermidades do corpo e da mente,
são as conquistas e derrotas,
as memórias e os esquecimentos provocativos
para continuarmos seguindo a vida
mesmo depois de algumas decepções.

A cor azul é o que a gente se torna com o tempo,
 é a cor que passamos a vida percorrendo para encontra-la.
 É a cor que desmistifica o que é felicidade.
E a felicidade é a junção de todas as cores,
 de todas as pessoas, momentos, sensações, cheiros e sabores.
São os instantes curtos de pequenos segundos e
são  os instantes mais longos de minutos.

São os risos, o sol no meio da tarde,
a noite bem dormida, o banho relaxante,
o abraço conselheiro, o beijo de amor,
o sorriso de alegria e de paixão.

 A felicidade é tudo que se vive bem,
 é o que torna a vida mais gostosa e especial.
 É o que torna cada momento mais significativo.
Qual o seu momento?
Qual a sua pessoa?
Qual a sua cor? As suas cores?

Jéssica Cavalcante

Resenha do livro Eu me chamo Antônio



Resenha do livro Eu me chamo Antônio


Quando estamos em barzinho rimos e muitas vezes também fazemos artes. Cansei de ver amigos comporem musicas quando estávamos conversando no barzinho, além de que muitas vezes compomos coletivamente, trocas de experiências - a exemplo de viagens, leituras, filmes que assistimos ou ate mesmo sonhos e metas que cada um de nós temos. E numa dessas conversas o autor e artista Pedro Gabriel, começou a rabiscar em guardanapos e assim a escrever poesia, sem nenhuma pretensão, assim ele se tornou artista.



Resolveu compartilhar suas experiências de bar em uma pagina no facebook, intitulada Eu me chamo Antônio, atraindo assim apaixonados por poesia e por barzinhos, além de curiosos, é claro! E na descrição da  página contem a descrição que Antônio é um personagem que esta sendo vivido no momento, é uma eterna historia em construção. Qualquer coincidência com a realidade, com a nossa realidade, não foi intencional.

Já acompanhava o trabalho de Pedro nas redes sociais, compartilhei sua arte e sua poesia, algumas vezes por simplesmente achar belo, outras vezes porque suas palavras descreviam meu estado de espirito ou era o que eu estava vivendo naquele momento. Marquei amigos em alguns desses compartilhamentos, vivi momentos e relembrei alguns bons e outros momentos. Ate que adquiri o livro Eu Me Chamo Antônio, adquiri em versão digital, li, reli, vi, revi por diversas vezes... Ate que logo, logo irei adquirir a versão física desse livro, pois é um marco de minha vida na casa dos 20, ao longo dos anos, irei querer relembrar os tempos de faculdade, as poesias que escrevemos no gramado da universidade, nos bancos da praça ou nas mesas dos bares.


Tirei algumas fotos do livro digital, achei linda as imagens contida no livro Eu me Chamo Antônio, juntando poesia e arte, a editora conseguiu colocar mais que poesia no livro, colocaram também vida.


Dica de Leitura: Livro A Sociologia como Aventura



Dica de Leitura: Livro A Sociologia como Aventura


Eu sou apaixonada por Sociologia e o engraçado que muitos dos meus amigos estão ou na graduação ou na pós-graduação em Sociologia. Então se eu já amo esse campo cientifico só pelo arcabouço teórico, quando a gente se junta para conversar meu amor amplia pois trocamos experiências sobre as pesquisas e toda a leitura que temos feito. Como se não bastasse, a vida me enviou um orientador de pesquisa que tem como formação a sociologia. E eu não vejo a hora de terminar minha graduação e tentar mestrado para sociologia.

O Livro A Sociologia como Aventura é uma espécie de diário de memórias misturado com entrevista, pois o autor do livro fala de suas memórias desde da época que ele morava no interior ate chegar e se tornar um pesquisador da USP, nisso passar pela repressão da Ditadura, ele conta como ficou a USP em plena Ditadura militar (é de fazer o leitor chorar), conta o brilhantismo de Florestan Fernandes, além de promover analise sobre a pesquisa em sociologia. É um prato feito para quem ama sociologia ou para quem é dessa área.




O livro não fala em espiritualidade (e o tema deste blog é justamente espiritualidade) mas eu precisava compartilhar o quando eu amo sociologia para a humanidade. E quanto que a leitura desse livro me deixa muito feliz.  Então se você ficou curioso por esse livro, deixo aqui uma boa dica de uma linda leitura.


Informações:

Editora:
Autor: José de Souza Martins
Páginas: 352
Preço: R$ 49,90
Maiores Informações: 

Resenha do livro A mulher na Sociedade de Classes


Resenha do livro A mulher na Sociedade de Classes

Eu amo livro sobre política e quando eu quero ler sobre política sempre recorre aos livros da Expressão Popular que tem um preço bem acessível e promovem uma bela reflexão social e política. Um dos livros que adquiri foi A Mulher na Sociedade de Classes. Esse livro é fruto da tese de Doutorado de Heleieth Saffioti, eu sou fã dessa mulher.

Eu sou feminista e gosto de dizer que sou feminista desde quando eu estava no útero de minha mãe, porque minha mainha linda também é feminista. Então cresci escutando relatos dela e da minha avó sobre  a militância de minha mãe dentro de casa para ter uma educação igual a educação que os irmãos (homens) dela tinha. Uma mãe feminista, so podia gerar uma filha mais feminista ainda. Então logo bem novinha eu tive acesso a literatura feministas e quando entrei na universidade ampliou mais ainda, porque lá tem feminista de verdade que se reúne, que estuda, que luta junto... É lindo! Falo isso porque em minha época de colégio eu so conhecia três feministas: eu, minha mãe e minha professora de história. Hoje, depois de adulta, conheço varias feministas  e isso torna minha vida mais feliz.

E quando eu li esse livro eu comecei a reformular muitos de meus pensamentos um deles é em relação a mulheres que largam sua profissão para serem mães. Minha mãe é um exemplo, ela largou a profissão dela para ser mãe, cresci escutando minha mãe explicar no estilo Safiotti de ser, ou seja que é preciso reconhecer a luta da mulher dona do lar, das domésticas e das mães. Que existe feminismo sim enquanto se cuida dos filhos e dos afazeres domésticos.

Só que  eu sempre tinha o olhar que o lugar da mulher é na política, é no poder, para construir um poder feminista e popular, porém Safiotti trás um discurso de amor e valor as mulheres e por um olhar histórico ela fala da luta das mulheres desde o feudalismo, ao enfrentar toda a burguesia, o patriarcado, depois no Brasil colônia na sociedade escravocrata, e o papel da mulher na ciência. Por isso que indico esse livro pois é um livro que lhe faz amar ser mulher, sim a mulher sofreu muito ao longo da história do mundo, ainda sofre pois a maioria dos estupros ainda é na mulher, sem falar nas violências urbanas que estamos suscetíveis, dentre elas a violência obstetrícia, sexual, assedio moral (a exemplo da própria cantada de rua ou do chefe) e etc. porém, a mulher tem realizado muitas conquistas, uma delas é ser mãe.

 Uma das tarefas mais difíceis é a maternidade e a gente tem que olhar para a mulher que pariu, não como um ar de coitada, irracional (devido a apologia constante de controle de natalidade) ou algo do tipo mas valorizar sim todas as mulheres. Hoje a media de filhos é de 2 por cada casal, vejo muito preconceito em relação a mulheres que tem mais de 2 filhos e é isso que precisamos repensar. Tem mulheres que são esterilizadas sem nem saber e isso também uma violência. Então a militância feminista não é só para a mulher solteira, mas também para a mãe, dona do lar, dona de casa.

Uma vez na aula, um colega veio criticar o feminismo alegando que o feminismo renegava a mulher que é dona de casa, que a militância so incluía as jovens e solteiras. E quando o assunto é feminismo eu me dou o direito automático de resposta, pois além de ser a única feminista que estava na sala de aula, sou filha de uma dona de casa que é profundamente feminista. E a resposta foi: “ Ledo engano a militância feminista também é para a dona de casa, pois uma das pautas é a saúde da mulher, assistência maternidade e lutas contra a violência sexual . sabemos que ate a dona de casa esta suscetível a ser vitima de estupro por seu companheiro, que é suscetível a ser vitima da violência obstetrícia e também é demanda para o governo criar politicas publicas para promover ações que também tragam bem estar principalmente para Dona de casa. Porém para quem não conhece o feminismo, eu indico ler Safiotti e ver que a mulher é feita escrava antes mesmo da escravidão dos negros ou dos povos indígenas”.



 Então encerro essa postagem dizendo, para quem quer conhecer melhor o feminismo, não se limite apenas aos blogs feministas ou noticias soltas que a mídia (que apoia a ditadura e desvia bilhões do governo) noticia. É necessário estudar a mulher no víeis histórico, desde a Grécia Antiga, a idade media, sociedade escravocrata e ate os dias atuais com sua cultura do estupro.

Informações do livro:

Editora: Expressão Popular
Paginas: 538
Preço: R$ 35,00
Maiores informações:


Curta a lentidão do tempo


Curta a lentidão do tempo

Hoje eu percebo que se o tempo fosse mais acelerado a felicidade não ia ser uma sensação tão boa, porque a vida é assim. A gente só sonha com aquilo que é difícil de se conquistar, o que nos deseja esforço e uma verdadeira luta sobre nós mesmo. Só amamos aquilo que provoca as muitas sensações. O que seria de Olavo Bilac sem o sofrimento do amor, sem tanta rejeição por causa do amor? E nas artes, o que seria de Frida sem os seus sofrimentos, sofrimentos das dores do corpo e de seu coração a um turbilhão de dúvidas e incertezas?

Se o tempo fosse acelerado a infância não seria a melhor fase na vida de uma pessoa, porque quando somos criança o dia demora tanto, esperar uma hora é quase igual a esperar a virada de um século. Quando se é feliz é feliz de verdade, se sorri com o abraço da mãe, com a cobertura do bolo de chocolate ou ate mesmo com as músicas de desenhos animais tão sem graça quanto contar de um ate dez.

Aquela espera para sair o resultado do vestibular, aquela duvida de “e agora será que mudo de vida?”. O tempo de espera para saber qual a cor de seu cabelo após tingir, se você fica bem com uma cor que nunca imaginou pintar o cabelo. O tempo de espera para ser atendid@ no médico, o tempo de espera pelo resultado do exame. O tempo de espera para saber o resultado de uma entrevista. O tempo de espera de como o ônibus demora quando você quer muito chegar a um destino, ou como os segundos de espera no semáforo pode parecer tão longo quando você está entediado ou atrasado. O tempo de espera dos comerciais quando a novela é pausada na melhor cena...

Esperar faz bem, trás a saudade, a expectativa e ate a poesia afinal tenho em minhas memorias quantos textos escrevi enquanto eu esperava seja o resultado da prova ou o intervalo da novela. A gente espera para nascer e passa uma vida toda esperando ate para ser feliz ou se fazer feliz. Só nos resta fazer da espera uma aliada, como uma ponte que nos leva a felicidade. Esperar muitas vezes torna algo mais especial, hoje eu penso, ainda bem que existe uma pausa na cena das novelas e ate de uma estrofe para outra estrofe em uma poesia porque é tempo para se respirar e ate suspirar. Faça de suas esperas não um momento de tédio ou ansiedade demasiada, mas um momento de contemplação e suspiros.


Jéssica Cavalcante

As bocas que nos ensinam



As bocas que nos ensinam

Essa semana fui ao shopping comprar um livro para auxiliar minha pesquisa e aproveitei para presentear minha linda mãe, minha mainha, mas aconteceu um fato bem curioso que me ensinou muito.

A minha pesquisa envolve discurso e poder, estava eu lendo meu referencial teórico e dizia assim “deve-se deter também ao contexto que o discurso é utilizado”, como esse fato ‘curioso’ aconteceu no shopping acabou fixando mais ainda em minha memória. Estava eu escolhendo o livro que queria comprar, então entra um homem na livraria e ele começou a falar sozinho na livraria. Ate então não fiquei espantada por coisas assim acontecem o tempo todo na universidade, algumas vezes as pessoas começam a falar sozinha então deduzimos que é mais uma das inúmeras intervenções artística ou politica, ou então a pessoa está em algum momento criativo de composição. Mas isso no shopping não é algo “normal”, as pessoas olhavam o homem com desdém. Ate que eu estava passando e ele olhou para minha cara e começou a falar, prontamente escutei ele e comecei a conversar com ele. Falamos sobre fé e caridade. Ele deu a mensagem dele e foi embora. Retomei a olhar os livros, comprei o livro que queria e fui ver um filme no cinema.

O filme que eu assisti eu odiei, foi tempo perdido, não digo dinheiro porque para quem ama filmes, interpreto ate como um investimento. Passado horas depois, ainda não tinha comprado o livro para presentear minha mãe, minha mainha linda. Então decidi dar um livro religioso a ela. Segui para uma loja de artigos religiosos e fui ver alguns livros. E eis quem encontro novamente? O mesmo homem que dialoguei em outra livraria umas 4 horas antes. Novamente conversamos, ele pediu para eu explicar o que eu sei sobre Jesus Cristo, então fui bem breve que em menos de 1 minuto falei da vida de Cristo, já ele me deu uma linda aula sobre amor e caridade. Dessa vez ele acertou, pois eu  gosto sempre de dizer que o amor é minha religião. E novamente ele me ensinou e foi embora. Nesse dia não mais vi esse homem, que surgi do nada, transmite uma bela mensagem e vai embora do nada e sem nem dizer “adeus” ou “ate logo”. Fiquei grata pelo o que ele me ensinou.

Passado o lindo momento de gratidão e felicidade plena de ate que enfim no shopping existem pessoas fazendo intervenções. Ate pensei “um pouco de vida universitária no castelo do consumo”. Eis que a vendedora de livro me aborda e diz: “Coragem sua de dar atenção a esse homem louco”. E quando fala em loucura me sinto no direito pleno de resposta. Primeiro porque meu filosofo predileto fala lindamente da loucura (Foucault, em Historia da loucura) e segundo, por que o que seria do mundo sem os loucos? Não teríamos nem arte, nem diversão, filosofia, conquistas politicas e sociais, ate mesmo algumas pessoas nem teriam nascido.

Eis que respondi: “O que me chama atenção é que se esse homem fosse uma pessoa conhecida na sociedade, a fala dele seria interpretada como sabedoria de requinte mas como ele é uma pessoa simples e comum, suas palavras é interpretada como ato de loucura”. Depois fui explicar que atitudes assim são tachadas como intervenções, também utilizei a pedagogia da mamãe. Minha mãe sempre gosta de dizer: “Trate as pessoas bem, fale com os desconhecidos porque Jesus pode estar disfarçado de uma pessoa comum do seu dia-a-dia”. 

Hoje refletindo, eis que chego a seguinte consideração (não utilizo conclusão porque nada na vida está concluído) é por meio de pessoas simples, palavras simples que Jesus se manifesta para nos ensinar. Cristo ensinava por meio de parábolas, utilizando comparações do dia-a-dia de seus discípulos, é natural que ele utilize pessoas em sua mais plena simplicidade para nos ensinar sobre sentimentos belos, poéticos e ate complexos, como o amor. É complexo entender o amor, mas é tão simples saber amar, basta deixar o coração se emocionar.


Jéssica Cavalcante

As mudanças provocam dores em quem ver


As mudanças provocam dores em quem ver

Eu fico feliz quando as pessoas mudam, não importa se mudam para bem ou para mal, mas que mudem pois prova que a vida não é uma linear. Podemos ter altos e baixos, sermos certos ou errados, nos construir, destruir e reconstruir.

O que eu tenho percebido que você pode ter mudado e estar feliz da vida com sua mudança, mas nos olhos dos outros a sua mudança pode ser feia, suja, errada e a pior coisa que você fez na sua vida. As pessoas querem olhar, tocar, sentir de modo confortável. Então se algo quebra a zona de conforto delas automaticamente nascem muitas criticas destrutivas. A sociedade não sei como, mas de alguma forma criou os padrões ditos como normais - que é ser bonito, inteligente, classe media-dá-para-viver, razoavelmente sábio, corpo em equilíbrio, falas em tons suaves e que não sejam provocativas, enfim tem um padrão para tudo. Para se vestir, dormir, comer, pensar, sentir prazer e ate ser. E logicamente que ninguém segue esses padrões a risca MAS a maioria das pessoas se julgam que seguem tais padrões e começam a recriminar quem não os segue.

Então está la você na sua vida e sendo feliz, mas se de alguma forma você não está em algum padrão obviamente você sentirá como dói a existência de padrões. O que eu não consigo entender como as pessoas sentem prazer em serem fiscais de esteriótipos. Enfim é como se tudo na vida tivesse que ter uma forma, nem Jesus seguia padrões então por que eu – nós – vós – eles – elas tem que seguir?

As pessoas tem medo de mudanças em suas vidas, não se deve temer as mudanças mas deve ter consciência que toda mudança altera a zona de conforto de outras pessoas, quando isso ocorre é preciso ser forte o suficiente para ter que suportar o egoísmo e frieza alheia. O interessante é que muitos se sentem o poço da normalidade.

É preciso mudar, isso é a maior prova que se está vivo e feliz. Apenas pessoas felizes mudam. É preciso repensar os amores, os prazeres, os ensinamentos, a ética, a fé, os sonhos e a nossa condição humana. Não se pode amar porque é um padrão, tem que amar intensamente viver para amar e amar como fosse morrer. Ter fé porque se sente completo, gosta da sensação de paz, contempla a natureza como criação perfeita de Deus e não ter fé porque o pai ou mãe ordenou ou porque a sociedade exige. Eu quero ser livre para sonhar o que eu quiser, quero criar meus sonhos e fazer que meus sonhos nasçam do amor que existe em mim. Quero repensar minha condição humana, minha ética, meus valores, meus amores, minha arte e poesia – quero errar sem pretensão e acertar sem planejar, apenas viver para ser e aprender para viver.

As pessoas que controlam as mudanças alheias não são felizes, porque quem é feliz de verdade não perde tempo vigiando ninguém, pois está muito ocupado rindo, sendo feliz e fazendo os outros serem felizes também.


Jéssica Cavalcante
 
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